Confesso que ainda não tenho um bom tema em mente. Confesso também que não sou a mesma, apesar de carregar em mim a maioria das características que possuía ontem e mês passado. Estou com medo, muito medo do que virá daqui para frente. Não sei o que sinto ou mesmo o que deveria sentir, pensar e expressar. Sinto, aliás, receio ao digitar cada palavra que aqui escrevo.
Vai que, sem querer, elas revelam o que eu não quero? Ou produzem equívocos? Ou - deuses me protejam disso - revelam as verdades íntimas que guardo? Ao passo em que me habituo a escrever, desacostumo-me. É como um pequeno buraco: cada vez mais fundo, cada vez mais escuro.
O desconhecido me fascina, mas isso já não é novidade. O que me preocupa é que não dou ouvidos a quem diz que isso se tornará minha cova um dia. Contudo, se for para morrer de exprimir meus pensamentos e encucações, sim, senhor, deixe-me que cometo suicídio.
Estou muito ansiosa para retomar, de fato, meus escritos cheios de vontade de explodir em letras. Mas isso está ficando clichê, visto que esta noite não é, realmente, o melhor de meus momentos criativos. Confusões, dúvidas, pavores. Turbilhões desses substantivos me agridem exatamente agora. Por enquanto, deixarei apenas o veredicto de que, após esse ínterim, voltei à tona. Aguardem-me, pois aqui estou.