sábado, 23 de março de 2013

Adorável Mundo Cruel

Às vezes, encontro-me pensando: o mundo é o vilão ou o mocinho da história?  A vida é tão boa a ponto de valer a pena passar todo esse tempo fazendo não-se-sabe-o-quê para atingir objetivos nem sempre definidos e, depois de toda essa luta, simplesmente partir dessa para melhor? Digo, por mais que a gente adore as boas (e raras) sensações, esse filme melodramático serve para quê mesmo?

Vou logo avisando: se você deseja uma resposta, não continue a ler. Acho mais provável que saia daqui mais confuso do que imagina. Não seja tão ingênuo a ponto de confiar nas palavras mal elaboradas de uma garota com uma década e meia de vida (não disse que idade serve de parâmetro para nada, mas isso é um alerta sobre minha pouca experiência).

Se, mesmo assim, você é desobediente e vai até o final, obrigada. Gosto de quem arrisca tudo e paga para ver. O preço nem sempre é tão caro, e saber que todas as fichas foram usadas é reconfortante.

Pois bem, vamos ao que realmente interessa. Baseando-me em observações feitas ao longo do tempo, creio que todo mundo já teve aquele grande sonho nem tão de outro mundo assim e, aparentemente, tão palpável que acabou sendo frustrado - ou, no fundo, nunca acabou mesmo. Usar-me-ei como exemplo.

Primeiramente, sou muito jovem. Mas minha cabeça já tem se programado há algum tempo, e acho que meus rumos vão ser os que apresentarei aqui. Segundo: por favor, eu sei que você pode ter todos os bons conselhos do mundo, mas não me diga para pensar diferente. Finja que não conhece o autor desse texto. Já tentei mudar de ideia, mas minhas conclusões são exatamente estas.

Aqui vai uma nota: se, por sorte ou intervenção divina desconhecida, as coisas acabem ideais para mim, desconsiderem esse texto.

Sonho em ser jornalista. Quando tento imaginar o que será de mim, profissionalmente, daqui a dez anos, só o que enxergo são luzes, xícaras de café, pantufas e, é claro, palavras. A perfeição se resume a isso. Sonho com textos em meu nome estampados nas bancas de jornais, pendurados em varais em companhia a flores. Também imagino meu website recheado de crônicas, notícias, poesias e tudo que sou capaz de sintetizar. E não posso esquecer meus livros de comédia romântica apimentados com críticas existenciais e ironias contra o sistema, como de praxe.

Até aí, você pode pensar que tudo está a meu alcance, que eu só preciso ir lá e colocar a mão na massa. Mas não é tão simples assim quando vivo em um lugar onde, se o plano é me dar bem na vida, a solução é me vender. Vender minha capacidade, meus talentos e minhas ideologias para a mídia e para os poderosos usufruírem, distorcendo-os completamente. Não quero escrever para alienar centenas de cidadãos, para esfacelar a realidade e reunir seus pedaços dando-lhes novos modelos como fazem os que se submetem ao mando dos chefões. Não serei uma escritora prostituída.

E também não serei hipócrita. Não vou dizer que não quero dinheiro, porque quero, sim. Meus maiores planos requerem poder aquisitivo, e esse é o problema. Se os tiver, quero criar meus filhos de forma digna e confortável. Quero viajar pelo mundo todo e conhecer tudo. Quero viver o máximo possível.

Quando citei as luzes presentes em minha imaginação, era a isso que me referia. Pontos brilhantes urbanos me fascinam demasiadamente, e minhas viagens serão justamente por isso. Antes de morrer, pretendo realizar tal sonho.

Mas meus desejos não são compatíveis e, cada vez mais, brigam pela medalha de ouro.

Não tenho plena certeza de que fui clara. Portanto, vou explicar melhor. Escrever para a mídia e não através dela está fora de questão. Juntando isso ao plano de ter poder aquisitivo, o diagnóstico é um só: ou as coisas mudam ou não serei jornalista.

Nunca consegui descobrir de que lado o mundo está, afinal. Se essa história toda vale ser vivida ou não, eu já havia dito: não sei. Também não tenho convicção de que descobrirei algum dia. A dúvida é cruel mesmo. Mas acho mesmo é que nada é bom ou mau. Quero dizer, não por completo. 

domingo, 14 de outubro de 2012

Here I Am


Não sei se alguém além de mim notou, mas passei alguns séculos sem postagem alguma. Os porquês são inúmeros: falta de criatividade, ausência de humor, excesso de turbilhões na mente, diversidade de problemas mentais, enfim.
Confesso que ainda não tenho um bom tema em mente. Confesso também que não sou a mesma, apesar de carregar em mim a maioria das características que possuía ontem e mês passado. Estou com medo, muito medo do que virá daqui para frente. Não sei o que sinto ou mesmo o que deveria sentir, pensar e expressar. Sinto, aliás, receio ao digitar cada palavra que aqui escrevo.
Vai que, sem querer, elas revelam o que eu não quero? Ou produzem equívocos? Ou - deuses me protejam disso - revelam as verdades íntimas que guardo? Ao passo em que me habituo a escrever, desacostumo-me. É como um pequeno buraco: cada vez mais fundo, cada vez mais escuro.
O desconhecido me fascina, mas isso já não é novidade. O que me preocupa é que não dou ouvidos a quem diz que isso se tornará minha cova um dia. Contudo, se for para morrer de exprimir meus pensamentos e encucações, sim, senhor, deixe-me que cometo suicídio.
Estou muito ansiosa para retomar, de fato, meus escritos cheios de vontade de explodir em letras. Mas isso está ficando clichê, visto que esta noite não é, realmente, o melhor de meus momentos criativos. Confusões, dúvidas, pavores. Turbilhões desses substantivos me agridem exatamente agora. Por enquanto, deixarei apenas o veredicto de que, após esse ínterim, voltei à tona. Aguardem-me, pois aqui estou.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O que aprendi hoje?




Ah, tanta coisa, mas tão pouco... Aprendi o que já sabia, porém mais intensamente. Eu já sabia que amores vêm e vão, mas aprendi isso hoje. Já tinha conhecimento de que amigos conseguem me divertir, me fazer rir com apenas olhares, me fazer sorrir; no entanto, infelizmente, mesmo rodeada por eles, não consigo esquecer quem está longe de mim nem por um segundo sequer. E aprendi isso hoje, na prática, tanto quanto havia aprendido ontem, anteontem, mês passado... 
Descobri algo já descoberto: que o mundo não é um bom ajudante. Não conte com ele. As circunstâncias não estão ao teu nem ao meu favor. Coisas simples como enviar mensagens, efetuar ligações, dizer um "oi" ou, surpreendentemente, ouvir dizer que alguém querido veio te visitar nunca dão certo quando mais se precisa.
Aprendi, acima de tudo, que saudade é um sentimento que me consome. É algo capaz de me deixar desesperada, mas ainda manter-me sã o suficiente para continuar a vida - sem amenizar a dor, é claro. Por causa dela, minha mente procura de forma incessante desabafar com alguém - qualquer pessoa - numa tentativa frustrante de mandar a dor ir embora. Como se falar tudo o que sinto adiantasse alguma coisa; como se isso pudesse trazer alguém para perto de mim.
"Qualquer pessoa". A quem quero enganar? Não é qualquer pessoa, nunca foi. É aquela pessoa e somente ela. É como se um paciente gritasse por anestesia no meio de uma cirurgia a sangue frio, mas ninguém o ouvia e, pior, ninguém podia fazer nada, porque a anestesia estava em outro lugar - o mais distante possível. Porém, como expliquei antes, nenhum texto enorme ou palavra minúscula será capaz de acabar com essa porcaria chamada Saudade.
Isso é o que creio ter aprendido hoje. Senti na pele. E amanhã sentirei novamente.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Castelo de Efemeridades



Estou mudando meu conceito acerca da felicidade. Há poucos momentos, cria eu que tal sentimento, estado, sensação ou qualquer definição que seja não existia. Achava que felicidade era apenas uma grande utopia criada pela mente humana, e de sua busca incessável se fazia sua essência.
      No entanto, após o acontecimento de algo pessoal há pouco, desfrutei da sensação única, imensurável, emocionante de "ser" feliz. Um "ser" entre aspas, sim. Um "ser" provisório, passageiro, quase um "estar". Porém, mais que isso. "Estar" é muito pouco para a sensação da felicidade. "Ser", mesmo que efêmero, a define melhor.
      E exponho-vos nesse escrito de mínima relevância uma novidade - talvez, não tão inesperada para poucos - sobre o "ser feliz": não é preciso muito. Não é necessário que se movam montanhas, céus, mares ou florestas. O segredo está no que significa aquilo que é capaz de trazer felicidade.
      E digo mais: creio que ela encontra-se no "quem", e não no "que", no "onde" e, muito menos, no "quando". Tais últimos fatores só importam quando o primeiro é realizado: se estou com quem gosto, então onde estou, quando é ou o que faço tornam-se belamente irrelevantes.
      Uma notícia talvez não tão boa a respeito da felicidade é que ela é imperceptivelmente passageira. Um "plim!", e ela se foi. No entanto, se observarmos esse fato com bons olhos, não seria um acontecimento benigno ou, pelo menos, essencial?
      Explico-vos: se sei que o "ser feliz" é passageiro, entenderei, consequentemente, que o desprazer dos momentos restantes, quando comparados a esse, é de extrema importância para que eu possa desfrutar da felicidade com mais doçura. Portanto, buscá-la-ei com mais magnitude.
      Ao terminar esse texto, já não me encontro feliz - e isso não significa que eu não esteja convicta de que o sentimento existe. Mais uma prova de que a felicidade é tão efêmera quanto os castelinhos de areia construídos à beira do mar. Porém, há quem negue que um castelo, feito de areia ou de pedras preciosas, possui a grandeza necessária para nos prender o olhar fascinado por alguns segundos?

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Shhhhhhhhhhhhhhh! Não reclame!

Escrevo esse texto para comunicá-los acerca da minha indignação ao presenciar movimentos revolucionários, daqueles que causam a maior baderna, sabem?
Honestamente, não consigo entender o que se passa na cabeça daquelas pessoas que saem do conforto de seus lares, do calor de suas camas, da proteção de suas famílias... Para quê? Para protestar feito loucos no meio das ruas! (Risos)
O que eles estão pensando, minha gente? Quem esses indivíduos acham que são para atrapalhar o andamento da rotina sem graça dos cidadãos de verdade que vivem pacificamente?
Poupem-me! Será que eles não são gratos por viverem nessa sociedade tão justa e igualitária?
E aquelas mulheres loucas? Elas não entendem que, se estamos aqui hoje, é graças à boa vontade dos governantes que proíbem o aborto? Bando de ingratas que exigem liberdade para seus corpos e esquecem que poderia ter sido com elas!
Caio em gargalhadas quando ouço falar desses hipócritas que reclamam da copa. Ficam lá, resmungando que o Brasil precisa de mais educação, mais gente alimentada, melhores índices de desenvolvimento; dizem que o reconhecimento do povo brasileiro será dado pelo desenvolvimento do país... Mas cadê o patriotismo, minha gente?
E os sem noção que querem um governo melhor? Até parece que é fácil administrar todo esse povão. Se fossem eles governando, duvido que continuariam com essa pose toda de "honestidade". Por favor, né, depois de dar duro acordando tarde, passeando com os melhores automóveis e levando vida de milionário criando leis, votando a favor do povo (esses ingratos que depois vêm reclamar de qualquer coisinha) e lutando por uma nação mais igualitária, eles não merecem nenhum pouquinho de "bônus" - se é que vocês me entendem - para comprar jatinhos, viajar de férias e adquirir mansões suprir suas necessidades?
O pior de tudo são os denominados feministas. Aquelas mulheres que saem nuas nas ruas em meio a protestos, com umas faixas, parecendo umas vadias e - pasmem! - exigem respeito! Que loucura. Se isso já é estranho, imaginem os HOMENS feministas?! Não dá para entender, né? Parece que são bestas. Ficam lutando pelos direitos das mulheres feito loucos. Depois, quando todas elas estiverem informadas sobre seus direitos e se recusarem a cozinhar, lavar os pratos e varrer a casa sozinhas, eles verão o erro que cometeram.
Por isso, deixo o meu recado: parem com essa bobagem de lutar por uma sociedade justa. Afinal, quem vai querer uma população educada, que só vai falar sobre essas chatices de política? Quem vai achar justo um país onde a diversão das novelas preconceituosas acabe, sendo substituída por livros? Quem vai poder se divertir ao xingar os homossexuais, os nerds e os fraquinhos idiotas quando uma população inteligente não rir disso tudo?
Aff, gente! Que papo mais chato. Vamos calar essas bocas e prestar atenção na novela, por favor.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Monotonia da Gente

O mundo tá um caos
É gente matando o estudante,
Assaltando o comerciante
E sequestrando gente inocente
É político falando fluente,
Conquistando a mente
E depois roubando a gente
Dizem que vão melhorar a escola,
O hospital e a casa da mamãe
Mas depois que mamãe vota,
Ninguém mais vê essa gente
O problema de ser gente grande
É que a gente gosta de quem mente
De quem conta histórias bonitinhas
Mas é só pra enganar a gente
Por isso, minha gente, aprendam com as criancinhas da praça
Brincamos, cantamos e só sentimos felicidade
Porque nossas mentes são de gente pequena
E gente pequena não mente!

sábado, 30 de junho de 2012

O que é ter personalidade forte?

Estava eu vagabundando na internet estudando muito, quando me veio uma questão à cabeça: mudar de opinião é ser fraco?
Para mim, não. Porém, creio que haja pessoas que não concordam comigo. Vou esclarecer.
Como uma pessoa briguenta que gosta de discutir assuntos do meu interesse, geralmente, envolvo-me em várias conversas com indivíduos que possuem opiniões diferentes das minhas. Meus objetivos, comumente, são esclarecer meus pontos de vista e tentar entender os ideais dos "oponentes" (às minhas ideias, claro).
Toda boa discussão é recheada de argumentações, opiniões bem formadas e muito fight. No entanto, às vezes chega o momento em que um dos "lados" não possui mais argumentos e, de vez em quando, começa a  mudar de ideia.
Porém, observo que, infelizmente, muita gente receia em admitir que sua opinião foi modificada. Por que isso acontece?
Bem, arriscarei responder. Acredito eu que o motivo mais frequente seja o medo de ser tachado de "fraco". Além desse, há outros não menos importantes: acomodação, orgulho ou, dependendo do caso, medo de não ser aceito pela sociedade. Foquemos no primeiro motivo.
Ao contrário do que muitos pensam, mudar de conceitos é algo incrivelmente interessante. Significa que você não está "estagnado" intelectualmente e que está aberto a novas ideias. Isso não é o máximo? *o*
Ser fraco, de acordo com meus pensamentos, é não ter opiniões, aceitar o que impõem sem questionar e ficar "paradão" no tempo. Digam-me, meus chuchus: que mal há em ter cabeça crítica e questionar tudo antes de aceitar?
Eis meu conceito de personalidade forte: mudar sempre que necessário, questionar antes de aceitar, buscar entender todos os pontos de uma vista e todas as vistas de um ponto.
Portanto, meus queridos, perguntem, critiquem, sugiram e, se preciso, mudem! Porque o mundo é para quem tem coragem de evoluir.