segunda-feira, 16 de julho de 2012

Castelo de Efemeridades



Estou mudando meu conceito acerca da felicidade. Há poucos momentos, cria eu que tal sentimento, estado, sensação ou qualquer definição que seja não existia. Achava que felicidade era apenas uma grande utopia criada pela mente humana, e de sua busca incessável se fazia sua essência.
      No entanto, após o acontecimento de algo pessoal há pouco, desfrutei da sensação única, imensurável, emocionante de "ser" feliz. Um "ser" entre aspas, sim. Um "ser" provisório, passageiro, quase um "estar". Porém, mais que isso. "Estar" é muito pouco para a sensação da felicidade. "Ser", mesmo que efêmero, a define melhor.
      E exponho-vos nesse escrito de mínima relevância uma novidade - talvez, não tão inesperada para poucos - sobre o "ser feliz": não é preciso muito. Não é necessário que se movam montanhas, céus, mares ou florestas. O segredo está no que significa aquilo que é capaz de trazer felicidade.
      E digo mais: creio que ela encontra-se no "quem", e não no "que", no "onde" e, muito menos, no "quando". Tais últimos fatores só importam quando o primeiro é realizado: se estou com quem gosto, então onde estou, quando é ou o que faço tornam-se belamente irrelevantes.
      Uma notícia talvez não tão boa a respeito da felicidade é que ela é imperceptivelmente passageira. Um "plim!", e ela se foi. No entanto, se observarmos esse fato com bons olhos, não seria um acontecimento benigno ou, pelo menos, essencial?
      Explico-vos: se sei que o "ser feliz" é passageiro, entenderei, consequentemente, que o desprazer dos momentos restantes, quando comparados a esse, é de extrema importância para que eu possa desfrutar da felicidade com mais doçura. Portanto, buscá-la-ei com mais magnitude.
      Ao terminar esse texto, já não me encontro feliz - e isso não significa que eu não esteja convicta de que o sentimento existe. Mais uma prova de que a felicidade é tão efêmera quanto os castelinhos de areia construídos à beira do mar. Porém, há quem negue que um castelo, feito de areia ou de pedras preciosas, possui a grandeza necessária para nos prender o olhar fascinado por alguns segundos?

3 comentários:

  1. Chato é quando você jura que postou um comentário e quando vai ler o texto novamente ele não está lá (aqui no caso), mas ok é a vida :/
    Enfim, resumindo o que deveria ter aparecido anteriormente: Quem dera eu ter o dom que você tem de ser expressar tão bem através desses textos. Não tem como não se identificar, apesar de que não são todas as pessoas que possuem a capacidade de presenciar e aproveitar pequenos momentos como esse descrito, o que acaba nos levando a refletir a respeito da felicidade e da maneira que ela passa. De maneira geral (caso contrário, eu me empolgo demais ao opinar) gostei muito e alerto você ao 'risco' de me tornar uma leitora assídua, pois sempre vou estar 'cobrando' por mais e mais u-u rsrs'

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  2. Suhaushau acontece. Muito obrigada! É isso que realmente vale: identificar-se com o que se lê. Não tenha medo algum de vir aqui e soltar o verbo, rs. Adoro quando alguém, principalmente pessoas como você, expressam opiniões a respeito do que aqui exponho. Mas que risco mais tentador! Cobre-me, cobre-me. Farei tudo e um pouco mais para vê-la contente com meus textos! *o*

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