sexta-feira, 20 de julho de 2012

O que aprendi hoje?




Ah, tanta coisa, mas tão pouco... Aprendi o que já sabia, porém mais intensamente. Eu já sabia que amores vêm e vão, mas aprendi isso hoje. Já tinha conhecimento de que amigos conseguem me divertir, me fazer rir com apenas olhares, me fazer sorrir; no entanto, infelizmente, mesmo rodeada por eles, não consigo esquecer quem está longe de mim nem por um segundo sequer. E aprendi isso hoje, na prática, tanto quanto havia aprendido ontem, anteontem, mês passado... 
Descobri algo já descoberto: que o mundo não é um bom ajudante. Não conte com ele. As circunstâncias não estão ao teu nem ao meu favor. Coisas simples como enviar mensagens, efetuar ligações, dizer um "oi" ou, surpreendentemente, ouvir dizer que alguém querido veio te visitar nunca dão certo quando mais se precisa.
Aprendi, acima de tudo, que saudade é um sentimento que me consome. É algo capaz de me deixar desesperada, mas ainda manter-me sã o suficiente para continuar a vida - sem amenizar a dor, é claro. Por causa dela, minha mente procura de forma incessante desabafar com alguém - qualquer pessoa - numa tentativa frustrante de mandar a dor ir embora. Como se falar tudo o que sinto adiantasse alguma coisa; como se isso pudesse trazer alguém para perto de mim.
"Qualquer pessoa". A quem quero enganar? Não é qualquer pessoa, nunca foi. É aquela pessoa e somente ela. É como se um paciente gritasse por anestesia no meio de uma cirurgia a sangue frio, mas ninguém o ouvia e, pior, ninguém podia fazer nada, porque a anestesia estava em outro lugar - o mais distante possível. Porém, como expliquei antes, nenhum texto enorme ou palavra minúscula será capaz de acabar com essa porcaria chamada Saudade.
Isso é o que creio ter aprendido hoje. Senti na pele. E amanhã sentirei novamente.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Castelo de Efemeridades



Estou mudando meu conceito acerca da felicidade. Há poucos momentos, cria eu que tal sentimento, estado, sensação ou qualquer definição que seja não existia. Achava que felicidade era apenas uma grande utopia criada pela mente humana, e de sua busca incessável se fazia sua essência.
      No entanto, após o acontecimento de algo pessoal há pouco, desfrutei da sensação única, imensurável, emocionante de "ser" feliz. Um "ser" entre aspas, sim. Um "ser" provisório, passageiro, quase um "estar". Porém, mais que isso. "Estar" é muito pouco para a sensação da felicidade. "Ser", mesmo que efêmero, a define melhor.
      E exponho-vos nesse escrito de mínima relevância uma novidade - talvez, não tão inesperada para poucos - sobre o "ser feliz": não é preciso muito. Não é necessário que se movam montanhas, céus, mares ou florestas. O segredo está no que significa aquilo que é capaz de trazer felicidade.
      E digo mais: creio que ela encontra-se no "quem", e não no "que", no "onde" e, muito menos, no "quando". Tais últimos fatores só importam quando o primeiro é realizado: se estou com quem gosto, então onde estou, quando é ou o que faço tornam-se belamente irrelevantes.
      Uma notícia talvez não tão boa a respeito da felicidade é que ela é imperceptivelmente passageira. Um "plim!", e ela se foi. No entanto, se observarmos esse fato com bons olhos, não seria um acontecimento benigno ou, pelo menos, essencial?
      Explico-vos: se sei que o "ser feliz" é passageiro, entenderei, consequentemente, que o desprazer dos momentos restantes, quando comparados a esse, é de extrema importância para que eu possa desfrutar da felicidade com mais doçura. Portanto, buscá-la-ei com mais magnitude.
      Ao terminar esse texto, já não me encontro feliz - e isso não significa que eu não esteja convicta de que o sentimento existe. Mais uma prova de que a felicidade é tão efêmera quanto os castelinhos de areia construídos à beira do mar. Porém, há quem negue que um castelo, feito de areia ou de pedras preciosas, possui a grandeza necessária para nos prender o olhar fascinado por alguns segundos?

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Shhhhhhhhhhhhhhh! Não reclame!

Escrevo esse texto para comunicá-los acerca da minha indignação ao presenciar movimentos revolucionários, daqueles que causam a maior baderna, sabem?
Honestamente, não consigo entender o que se passa na cabeça daquelas pessoas que saem do conforto de seus lares, do calor de suas camas, da proteção de suas famílias... Para quê? Para protestar feito loucos no meio das ruas! (Risos)
O que eles estão pensando, minha gente? Quem esses indivíduos acham que são para atrapalhar o andamento da rotina sem graça dos cidadãos de verdade que vivem pacificamente?
Poupem-me! Será que eles não são gratos por viverem nessa sociedade tão justa e igualitária?
E aquelas mulheres loucas? Elas não entendem que, se estamos aqui hoje, é graças à boa vontade dos governantes que proíbem o aborto? Bando de ingratas que exigem liberdade para seus corpos e esquecem que poderia ter sido com elas!
Caio em gargalhadas quando ouço falar desses hipócritas que reclamam da copa. Ficam lá, resmungando que o Brasil precisa de mais educação, mais gente alimentada, melhores índices de desenvolvimento; dizem que o reconhecimento do povo brasileiro será dado pelo desenvolvimento do país... Mas cadê o patriotismo, minha gente?
E os sem noção que querem um governo melhor? Até parece que é fácil administrar todo esse povão. Se fossem eles governando, duvido que continuariam com essa pose toda de "honestidade". Por favor, né, depois de dar duro acordando tarde, passeando com os melhores automóveis e levando vida de milionário criando leis, votando a favor do povo (esses ingratos que depois vêm reclamar de qualquer coisinha) e lutando por uma nação mais igualitária, eles não merecem nenhum pouquinho de "bônus" - se é que vocês me entendem - para comprar jatinhos, viajar de férias e adquirir mansões suprir suas necessidades?
O pior de tudo são os denominados feministas. Aquelas mulheres que saem nuas nas ruas em meio a protestos, com umas faixas, parecendo umas vadias e - pasmem! - exigem respeito! Que loucura. Se isso já é estranho, imaginem os HOMENS feministas?! Não dá para entender, né? Parece que são bestas. Ficam lutando pelos direitos das mulheres feito loucos. Depois, quando todas elas estiverem informadas sobre seus direitos e se recusarem a cozinhar, lavar os pratos e varrer a casa sozinhas, eles verão o erro que cometeram.
Por isso, deixo o meu recado: parem com essa bobagem de lutar por uma sociedade justa. Afinal, quem vai querer uma população educada, que só vai falar sobre essas chatices de política? Quem vai achar justo um país onde a diversão das novelas preconceituosas acabe, sendo substituída por livros? Quem vai poder se divertir ao xingar os homossexuais, os nerds e os fraquinhos idiotas quando uma população inteligente não rir disso tudo?
Aff, gente! Que papo mais chato. Vamos calar essas bocas e prestar atenção na novela, por favor.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Monotonia da Gente

O mundo tá um caos
É gente matando o estudante,
Assaltando o comerciante
E sequestrando gente inocente
É político falando fluente,
Conquistando a mente
E depois roubando a gente
Dizem que vão melhorar a escola,
O hospital e a casa da mamãe
Mas depois que mamãe vota,
Ninguém mais vê essa gente
O problema de ser gente grande
É que a gente gosta de quem mente
De quem conta histórias bonitinhas
Mas é só pra enganar a gente
Por isso, minha gente, aprendam com as criancinhas da praça
Brincamos, cantamos e só sentimos felicidade
Porque nossas mentes são de gente pequena
E gente pequena não mente!