Descobri algo já descoberto: que o mundo não é um bom ajudante. Não conte com ele. As circunstâncias não estão ao teu nem ao meu favor. Coisas simples como enviar mensagens, efetuar ligações, dizer um "oi" ou, surpreendentemente, ouvir dizer que alguém querido veio te visitar nunca dão certo quando mais se precisa.
Aprendi, acima de tudo, que saudade é um sentimento que me consome. É algo capaz de me deixar desesperada, mas ainda manter-me sã o suficiente para continuar a vida - sem amenizar a dor, é claro. Por causa dela, minha mente procura de forma incessante desabafar com alguém - qualquer pessoa - numa tentativa frustrante de mandar a dor ir embora. Como se falar tudo o que sinto adiantasse alguma coisa; como se isso pudesse trazer alguém para perto de mim.
"Qualquer pessoa". A quem quero enganar? Não é qualquer pessoa, nunca foi. É aquela pessoa e somente ela. É como se um paciente gritasse por anestesia no meio de uma cirurgia a sangue frio, mas ninguém o ouvia e, pior, ninguém podia fazer nada, porque a anestesia estava em outro lugar - o mais distante possível. Porém, como expliquei antes, nenhum texto enorme ou palavra minúscula será capaz de acabar com essa porcaria chamada Saudade.
Isso é o que creio ter aprendido hoje. Senti na pele. E amanhã sentirei novamente.

